A organização da 48ª Festa Junina Municipal de Ibiporã, um dos eventos mais tradicionais do calendário local, ganhou um capítulo de incertezas nesta semana. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo publicou a prorrogação do Edital de Chamada Pública nº 02/2026, mas o que deveria ser um alento para as entidades interessadas em explorar espaços no evento tornou-se alvo de críticas devido ao cronograma "apertado".
Embora a intenção declarada seja ampliar a participação, a prática revela um planejamento questionável:
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- Prazo relâmpago: O novo limite para inscrições foi fixado para o dia 08 de maio, apenas dois dias após a circulação da nova data.
- Barreira burocrática: Entidades sem fins lucrativos costumam depender de assembleias e levantamento de certidões, processos que dificilmente se resolvem em 48 horas.
- Efeito dominó: O curto prazo de inscrição estrangula as etapas seguintes, como o período de recursos, que terá duração de apenas um dia útil (12 de maio).
Participação em xeque
Ao publicar um edital de prorrogação "em cima da hora", a administração pública corre o risco de esvaziar o caráter democrático do chamamento. Instituições que não possuem estrutura jurídica ágil acabam excluídas do processo, privilegiando apenas quem já estava com o processo engatilhado ou possui assessoria constante.
O "Arraiá da Terra Bonita" é um patrimônio de Ibiporã e fonte de renda vital para diversas associações assistenciais. No entanto, a gestão do tempo pela Secretaria de Cultura parece ignorar a realidade operacional dessas entidades, transformando o que seria uma oportunidade em uma corrida de obstáculos contra o relógio.
O cronograma de atrações, a grade de programação e os contratos relativos aos shows durante os dias de festejos ainda não foram divulgados. A secretária de cultura, Luciana Masson informou a nossa redação na tarde de ontem que o processo está caminhando e deverá ser divulgado nos próximos dias.
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno

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