Caros Ibiporanenses e cidadãos caros. Parece que o boleto chegou com aquele "tempero" de incompetência que a gente já conhece, hein? Quando o assunto é IPTU, a prefeitura nunca erra o caminho da nossa carteira, mas na hora de organizar o lançamento, vira um festival de horrores.
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Diz o ditado popular que "o que começa errado, termina errado". Mas, no caso do lançamento do IPTU deste ano, a gestão municipal resolveu elevar esse conceito a um novo patamar artístico. Não foi apenas um erro; foi uma lambança sinfônica.
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Tudo começou com aquele entusiasmo arrecadador de sempre. O sistema, que deveria ser a engrenagem de uma cidade moderna, parece ter sido operado por um estagiário usando um ábaco quebrado em dia de chuva. Guia que não gera, valor que brota do éter, endereço trocado e o bom e velho "erro 404" na cara do contribuinte que — pasmem — só queria cumprir o dever de ser assaltado legalmente.
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É fascinante observar a logística reversa da eficiência: para cobrar, o sistema tem a precisão de um laser; para funcionar, tem a agilidade de uma tartaruga com câimbra.
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O contribuinte, esse herói trágico, tenta acessar o portal e se depara com um labirinto digital digno de um filme de terror. Quando finalmente consegue, o valor parece o número de um telefone internacional. "Houve uma atualização venal", dizem eles. Venal, de fato, parece ser a palavra-chave aqui, mas talvez não no sentido imobiliário da coisa.
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Se o lançamento é uma zona, o que esperar da aplicação do recurso? Se nem o boleto eles conseguem entregar direito, imagine tapar um buraco ou iluminar uma rua. Como disse o vereador Hugo Furrier, "não dão conta sequer da capina...". A lógica é implacável: uma gestão que tropeça nos próprios pés logo na largada da arrecadação, dificilmente chegará ao final do ano com a casa arrumada.
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O IPTU deste ano não é apenas um imposto; é um atestado de amadorismo assinado em papel timbrado. Afinal, na prefeitura, a única coisa que funciona com 100% de eficácia é a certeza de que, não importa a lambança, a conta — com juros e correção — sempre termina na nossa mesa.
O que começa errado, termina no bolso do cidadão. De novo!
FONTE/CRÉDITOS: Folha Portal/Ely Damasceno
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a opinião de nosso Portal.

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